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segunda-feira, julho 26, 2010


This stupid love

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O meu maior erro foi ter pensado que estaríamos juntos para sempre, foi também acreditar que você estaria aqui quando eu precisasse. O meu maior erro foi te amar, quando esse amor não era correspondido. O meu maior erro foi imaginar que estaria pensando em mim ao mesmo tempo que eu estaria pensando em você. Acho que tudo foi precipitado, tudo. Me desculpe se só estou dizendo isso agora, agora que está tudo acabado, porque pensei que você era a pessoa certa para mim. Não queria deixar isso ir embora, tudo isso ir embora, tudo o que a gente viveu e sentiu, ir embora com as minhas lágrimas constantes. Eu ainda sinto a sua falta, ainda preciso de você. Mas você é o culpado, a culpa é inteiramente sua. Você me deixou neste estado medíocre no qual me encontro. Você acabou com a minha vida, meus sentimentos. E te digo mais, você não me merecia, nunca te amaria novamente em outros tempos e em outras vidas, porque o sofrimento que me atinge agora é capaz de destruir todo amor que ainda resta em mim. Ah, meu amor, o meu orgulho não me deixa falar a verdade, a verdade presa aqui dentro de mim, que o meu maior erro foi não ter te amado do mesmo jeito que você me amou, não ter cuidado de você como você cuidou de mim. Me desculpe, meu amor, se eu não te mereço. E essas lágrimas que caem constantemente, me machucam mesmo. Eu nunca vou achar ninguém para te substituir. Acho que vou ter de superar isso dessa vez. Com essas lágrimas eu percebo que esse orgulho que envolve meu ser só me destrói. E eu deveria ter te amado na mesma intensidade, que te amo agora, incondicionalmente.

Isso é mais um conto fictício que criei para Os Projetos: Blorkutando e Bloínquês. Me desculpe a demora para postar, é que às vezes não tenho inpiração,é. Se gostou ou não, comente! xx

sexta-feira, julho 16, 2010


Continuação de So Close But So Far

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Fiz um blog ESPECIALMENTE para fazer a continuação de So close but so far. Então fiquem ligados nesse blog aqui também ó:

sábado, junho 26, 2010


Por você.

19
Me levanto da cama, sôfrega e cambaleando, tropeço várias vezes até chegar ao espelho de meu quarto. Sinto um aperto no peito quando me vejo, desconfigurada. As lembranças vêm a minha mente e caio no chão. Fraca, faminta de vida, de amor. Morta de saudade. Fecho os olhos, tento esquecer, tento mentir pra mim. Vejo você agora, vejo você na minha frente, vejo você em minhas alucinações constantes. Você me dá a mão, sinto um calor momentâneo nelas. Ah, como era bom te ter aqui, como era saudável. Meus lábios se projetam dando um pequeno sorriso, sua lembrança me completa, me enche de paz. Um sorriso falso, um sorriso que sei que terá fim. Quero ir junto com esse fim, quero ir junto contigo. Me entrego. Desisto dessa vida sem sentido, sem objetivo, sem você. Quero te ter de novo. Por favor, não se vá por completo. Não me torture mais, te peço. Apenas, me deixe viver minha loucura, minha insanidade que só assim lembrarei de você. Não sei, talvez te encontre mais uma vez, em outros tempos, em outras vidas. Mas , hoje, agora, não sei se morro ou se vivo, porque a vida me parou.


Pauta para OUAT 50ª semana.

domingo, junho 20, 2010


So close but so far

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Abri os olhos, mas só consegui enxergar tudo embaçado e esbranquiçado. Onde eu estava? Forcei minha visão novamente e percebi que estava dentro de um carro, um carro totalmente estraçalhado, sem portas nem janelas, os vidros rachados e alguns cacos caindo sobre minha pele. Estava sentada numa posição muito desconfortável, mas me sentia ótima. É, essa foi por pouco, um acidente desses mataria qualquer um. Mas não me lembro de nada. Por que sofri esse acidente? Estico um pouco as costas e tento visualizar melhor a minha situação. Vejo meu reflexo em um dos vidros.Não estou com nenhuma dor, nem cortes, nem ossos fraturados. Olho para o meu lado e vejo sangue, muito sangue. Mas não vinha de meu corpo. Viro o meu pescoço para o banco do motorista, um homem, com uma bela aparência mas que parecia estar morrendo, um machucado enorme em sua cabeça, seus olhos piscavam freneticamente e sua boca abria e fechava, suplicando ajuda. Arranquei um pedaço de pano de minha camisa e tentei fazer um curativo em seu ferimento, foi em vão, o sangue continuava a escorrer. Um aperto forte em meu coração, conhecia aquela pessoa, mas de onde? Até que o vejo esticando sua mão e tocando em outra. Tinha outra pessoa lá? Ele abre a boca e consegue dizer entre soluços: "Amor, te amo pra sempre". Viro bruscamente em busca daquela pessoa. Vejo uma mulher esguia, muito bem vestida, muito parecida com...  NÃO! Eu estou MORTA !

Continua...
Pauta para 35ª Edição do Projeto Blogueando - Tema Livros

sábado, junho 19, 2010


Cinema

2
                                                      
Sábado, último dia de aula na semana. Me sinto aliviada após passar pelo portão do colégio. É dia de sair com as amigas depois da aula. Corremos até o ponto do ônibus e vamos para o cinema, em busca de uma breve fuga de todos as nossas preocupações e responsabilidades do dia-a-dia escolar.
Atravesso o portal do cinema e sou tomada por aquele cheiro de pipoca de manteiga que deixa qualquer um entorpecido, sinto o carpete vermelho aos meus pés, amortecendo meu cansaço. Vou a bilheteria e compro os ingressos. A cada passo que eu dou em direção a sala onde verei o filme, a ansiedade toma conta de mim, e apresso-os cada vez mais.
 Ao entrar no corredor da sala, escuro, silencioso, me sinto como num labirinto à espera de um final. Vejo a tela gigantesca à minha frente e reparo como sou pequena e vulnerável em comparação à ela. Ela toda imponente, mostra o grande poder que tem sobre nós. Subo as escadas iluminadas por luzes fluorescentes que me guiam até meu assento. Ao sentar em minha cadeira, fecho os olhos de adimiração. O silêncio consome cada um na sala, e a espera pelo filme me deixa mais impaciente, que já estou na metade de meu saco de pipocas. O ar gélido que passa, me faz encolher e me aproximar mais de minhas amigas. A escuridão aumenta, com isso, me endireito no assento e só tenho olhos pra ela, aquela tela que parece a cada minuto avançar sobre mim.
 O filme começa, e em um momento, não sei mais o que é realidade e o que é ficção. Entro neste mundo fantástico de sonhos, ilusões e idéias, mas nunca deixo de lado minha visão crítica. Sei que apesar de tudo parecer tão perfeito há neste lugar uma grande indústria de formação de opiniões. Porém, sei também que neste lugar, por si só, não faz estrago algum à integridade humana e a formação de opinião própria. O homem que é responsável pelo lado obscuro desta arte. Pura e única. Que me deixa toda vez em êxtase, por sua beleza um tanto sentimental.


"(...)Graças ao silêncio e a escuridão, do que podemos chamar de seu habitat psíquico, o cinema é capaz de pôr o espectador em êxtase melhor do que qualquer outra expressão humana.(...)" Luis Buñel, A poesia do cinema, 1955

 
Pauta para o Projeto Blogueando - 36ª edição.

sexta-feira, junho 11, 2010


Liberdade .

5

Não sei se posso
Não sei se devo.
A realidade está aqui e agora
Posso tocá-la
Posso senti-la
Mas tenho medo que tudo isso seja uma mera ilusão de minha cabeça ainda entorpecida
Será que é real?
A vida me mostrou tantas coisas que eu jamais poderia suportar
Mas hoje nada faz sentido
Certeza eu tenho
Que daqui em diante não farei parte de todos
Serei sempre Aquela
Aquela que passou por tudo isso
Aquela orfã
Não só de pai e de mãe
Mas orfã de vida, de alma.
Não sei se ainda tenho alma
Nem sei se ela realmente existe
Porém sei que Eles tiraram tudo que poderia me pertencer
Tudo que eu acreditava
Tudo que movia a minha vida
Se foi
Tudo se foi com o vento.
Leva vento, leva também todo esse sofrer que guardo no peito.
Me leva junto se puder.
Fecho os olhos
Agora
E sinto
Sinto a natureza em mim
Sinto as memórias
Ah, as memórias
Essas que me moverão
Não me deixarão cair nunca!
Hannah após todos esses anos, vive, consegue ver examente o que a vida lhe representa. Numa tarde em sua cidade natal, sob a neve e aquele clima gélido finalmente se sente livre daqueles tempos no campo de concentração.



Pauta para Bloínquês, 20ª edição visual. Tema: Foto do texto